
Vou desnudando em palavras minhas intersecções, vou te dando a conhecer meus paradoxos, meus métodos pouco ortodoxos, meus plexos, meus senões. Vou engendrando um esculpir de mim mesma, transparências das minhas abstratas aberrações do de dentro e vou te oferecendo aos olhos, cuidadosa e mansa, minhas maldades e meandros, minhas fendas e escafandros, meus gostos incomuns. Para ti faço versos submersos que escapam pelo avesso e encontram no cristal uma forma revolta de carne vibrando e pedem num sussurro que encontres teu próprio rosto no espelho do fundo.