Sou de escuros e de tudo o que mora pequeno no umbigo das coisas, do que incrusta só e miúdo nas reentrâncias discretas, de passagens secretas, do que há de entreaberto e escuso. Sou de mudez e quietudes, de bordados e agulhas, sangue em gota, língua vermelha e pensamentos espirais e só me encontro se me resumo rubra e ínfima onde só cabem vestígios, se raspo meu olhar dos vidros, se resgato minhas mãos das teias.